terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Lições de flerte parte 1

Nos últimos tempos tenho assistido inúmeros filmes de vários estilos e gêneros. De filme em filme hoje me veio um insight: as comédias românticas são, no mínimo ótimas lições de flerte. Ok, muitas vezes parecidas, lugar comum, mas por admirar as ótimas saídas masculinas pras conquistas, acho que de alguma forma pode ser uma boa terapêutica para homens (e mulheres). Não que os homens devam copiar essas personagens, mas não custa nada se inspirar um pouquinho em algo mais original, cool, espontâneo e até puro (não no sentido de ingenuidade mas de motivação) que esses personagens têm.
A proposta desse post é algo leve, como sugestão pra tudo de estranho que tenho visto vida afora. Sim, falo das conquistas e tenho presenciado e ouvido coisas que me assustam. As pessoas estão em um enorme desencontro, uma sinfonia que começa até com boa melodia mas termina totalmente desafinada e frustrante.
Após muitos relatos ouvidos e muita indignação pra cada um deles, uma amiga deu uma definição muito boa pro que pode estar acontecendo nesses tempos com os relacionamentos: a síndrome do fim do mundo. "As pessoas acham que o mundo vai acabar e não querem perder tempo algum. Se aqui não rola, tchau vou procurar em outro canto. Os homens e as mulheres estão desesperados por uma definição e ficam completamente imediatistas. Só param por um tempo qdo encontram exatamente aquilo que queriam."

Pra manter a linha e principalmente o bom humor, nada como esses personagens de atitude e presença :

"Sem reservas". A chef de cozinha durona se apaixona por um cozinheiro da sua equipe. Elé é bonito, gostoso, charmoso, interessante, mas principalmente livre e extremamente habilidoso.
A melhor cena é quando ele não a beija, a deixa passar vontade e depois vai saciando aos poucos. Estilo perfeito, se não for motivado por joguinho bobo ou competição na vida real.

"Nunca é tarde para amar". Uma produtora de TV de 40 anos se apaixona pelo ator de 29. Esse filme é uma delícia! O bom humor dos dois como casal e as sacadas, a espontaneidade e a leveza dele são demais. Me apaixonei por esse moço!
Adorei a cena em que ele dança sozinho na pista. Outra boa é quando eles ficam sozinhos na casa dela e a sedução vai pro pastelão total.

"De repente 30". A linda e bem sucedida editora de uma revista famosa se apaixona pelo amigo que menosprezava na infância. Bom, nesse caso falamos nada mais nada menos que Mark Ruffalo. Aliás ele merecia um post só dele, porque o cara tem o dom de ter interpretado personagens tão bons, que juntos dariam o homem perfeito. Aliás ele é basicamente esse homem não há como não perceber seu encanto low profile. Ele é lindo, inteligente, cool, tem presença.
No filme ele vai ocupando os espaços que vão surgindo de uma forma muito tranquila, sem competir com ela, sem fazer joguinho por ter sido rejeitado antes, ele vai se abrindo e deixando rolar (mesmo estando prestes a casar...). Ele dançando Thriller é ótimo mas a cena que eu mais gosto é dos dois no parque mascando chiclete e lembrando da infância.

"Um bom ano". Engraçado ver o Russel Crowe "Gladiator" numa comédia romântica, mas ele não fez feio não. O cara tem seu charme e ponto. História de um estressado, materialista e frio executivo do mercado finaceiro que se envolve, de maneira bem inusitada, com a traumatizada dona de um restaurante na Toscana. Ok, o cenário ajuda muuuito, mas a cena em que ele trabalha de garçom por um dia e como vai conquistando a moça é gostoso de se ver.
Adorei a seguinte fala :" Forgive my lips, they find joy in the most unusual places." (Perdoe meus lábios, eles acham alegria nos lugares mais inusitados)

Nenhum filme substitui a prática, mas a fantasia e a inspiração são sempre um bom começo.

2 comentários:

Breno disse...

Ótima reportagem!
Estes filmes estão devidamente anotados! Gostei bastante da sua análise, que bate com alguns estudos que tenho feito em relação aos relacionamentos amorosos.
Beijos!

fabio disse...

Eu sempre amei o antes do amanhecer, foi um filme que tem uma historia diferente para mim. De qualquer forma sempre quis ter aquele tipo de relação, e anos depois acabei tendo algo similar.

Visitei Vienna só por causa desse filme