sexta-feira, 24 de julho de 2009

Silêncio


"Onde subirei, com meu desejo?
De todas as montanhas eu busco terras paternas e maternas.
Mas não encontrei um lar em lugar algum.
Sou um fugitivo em todas as cidades, e uma partida em todas as portas.
Os homens de hoje, para quem meu coração recentemente me levou, são -me estranhos e grotescos.
Sou expulso de todas as terras paternas e maternas.
Assim, eu agora amo apenas a terra dos meus filhos, ainda não descoberta, no mar mais distante: e nesta direção enfuno minhas velas...
Na gregaridade repetem-se os mundos velhos, carcomidos.
Na solidão se contempla o nascimento de novos mundos.
As montanhas, as florestas, os mares: cenários da alma.
Há neles uma grande solidão.
E a solidão é dolorida.
Mas há também uma grande beleza, pois só na solidão que existe a possibilidade de comunhão.
Assim não tenha medo: "Foge para dentro da tua solidão. Sê como a árvore que ama com seus longos galhos: silenciosamente, escutando, ela se dependura sobre o mar."

Assim falou Zaratrusta - Nietzsche



P.S: Dedico ao portal que descobri entre as montanhas e a querida Manuela.

3 comentários:

André Lasak disse...

Esse livro é muito bom... preciso reler.

Belo trecho, Alezinha.

Beijão!

beto disse...

Alêêêêêê
Amo seus textos!!!
Vc é fantástica!!!
Parabééns!!!
bjooooooooooo

Girassol disse...

olá turniqueff


quem é vc por trás do condinome que usa palavras com tanta identificação e que me acompanha em silêncio?

aguardo a revelação com um misto de curiosidade e admiração