
"Nosso medo mais profundo não é de não sermos bons o suficiente. Nosso medo mais profundo é o de sermos poderosos além das medidas. É a nossa luz, e não nossa escuridão o que mais tememos.
(...) Não há nada de iluminado nesse encolher-se, para que os outros não se sintam inseguros a nossa volta. Estamos aqui para irradiar como fazem as crianças. E a medida em que deixamos a nossa luz brilhar, inconscientemente damos aos outros permissão para que brilhem também. A medida que nos liberamos de nosso próprio medo, a nossa presença, automaticamente, libera os outros para que façam o mesmo."
(...) Não há nada de iluminado nesse encolher-se, para que os outros não se sintam inseguros a nossa volta. Estamos aqui para irradiar como fazem as crianças. E a medida em que deixamos a nossa luz brilhar, inconscientemente damos aos outros permissão para que brilhem também. A medida que nos liberamos de nosso próprio medo, a nossa presença, automaticamente, libera os outros para que façam o mesmo."
Nelson Mandela
Assisto a "Milk - A voz da Igualdade" de Gus Van Sant. Sean Penn está absolutamente genial como Harvey Milk, garanto que sua atuação, pra começar , já vale o filme.
História que nos permite adentrar um universo tão diferente e ao mesmo tão semelhante as mesmas angústias e batalhas de qualquer minoria, ser visto como tal e qual, ter liberdade de poder circular sem abrir mão de sua individualidade.
Confesso que fiquei ao mesmo tempo fascinada e surpresa com a luta dos homossexuais para chegar ao simples direito de sair de mãos dadas pela rua. Tenho amigos(as) homossexuais e sempre me pareceu normal que transitassem com liberdade, apesar do grande preconceito que ainda existe. Mas não imaginava que tivessem enfrentado reações tão nefastas devidamente legitimadas. Isso me enche o coração de alegria, se hoje tudo parece mais "natural" é porque a luta de tantos foi tão autêntica que deixou esse legado.
História que nos permite adentrar um universo tão diferente e ao mesmo tão semelhante as mesmas angústias e batalhas de qualquer minoria, ser visto como tal e qual, ter liberdade de poder circular sem abrir mão de sua individualidade.
Confesso que fiquei ao mesmo tempo fascinada e surpresa com a luta dos homossexuais para chegar ao simples direito de sair de mãos dadas pela rua. Tenho amigos(as) homossexuais e sempre me pareceu normal que transitassem com liberdade, apesar do grande preconceito que ainda existe. Mas não imaginava que tivessem enfrentado reações tão nefastas devidamente legitimadas. Isso me enche o coração de alegria, se hoje tudo parece mais "natural" é porque a luta de tantos foi tão autêntica que deixou esse legado.
Assim é com cada palavra que proferimos cada vez que queremos levar algo mais elevado a alguém, como dizia Gandhi, nesse momento somos a revolução que queremos ver no mundo.
A fala mais cativante e que representa esse pensamento no filme é :"Se um de vocês sair do armário, se uma pessoa se identificar com vocês, então seremos muitos em breve."
Essa é a importância de seguirmos em uma direção mais lúcida não apenas por nós, mas porque isso vai beneficiar muitos e até gerações seguintes. Podemos ter esse pensamento cada vez que subestimamos a força da atitude consciente.
Isso vai de encontro com a frase de Mandela, permita-se ser livre do medo, não fazendo o que quer apenas, mas livre para ser o que se é. Ou como Sartre colocava, que a liberdade é "legítima" quando a serviço da liberdade do outro.
Cada vez que damos um passo rumo a liberdade individual genuína, reconhecemos que o outro tem esse mesmo direito. Desse reconhecimento vem algo inclusivo que permite que todos exerçamos, um a um, sua liberdade individual.
Então qualquer assunto que trate de exclusão, me entristece. Esses acontecimentos me fazem pensar sobre a tolerância e as razões da intolerância num nível particular e coletivo (se é que há uma linha entre eles). Talvez seja mesmo muito duro olhar para o que julgamos "tão diferente" pelo mesmo motivo que é duro olhar para nossas próprias negatividades ou repressões. Não apenas pela diferença, mas pelo "desconhecido" que tememos. Se há algo, de início, elevado é começarmos a sair dos nossos "resorts" particulares e conhecermos mais o outro e o mundo.
Toda grande mudança exige posicionamento. Esse é um preço pago quando nos expomos e nos colocamos claramente, não temos controle como isso pode chegar ao outro. No caso de Milk, pra mim fica claro o quanto a autenticidade da luta de Harvey confrontava violentamente a falta de substância do discurso de Dan e talvez seus desejos reprimidos. Harvey Milk talvez fosse tudo o que Dan gostaria de ser "fora do armário" e isso tenha sido muito indigesto de conviver, sendo a única saída pra essa angústia uma atitude extrema.
Portanto a maioria das vezes o impacto da atitude de alguém que se posiciona não se refere especificamente a forma do discurso. Mas a medida de quem ouve, na proporção de sua própria consciência. Quanto maior a ignorância, maior o tamanho da explosão.
Esse filme me tocou por isso: Harvey Milk não lutou em causa própria, e sim por todos. Não pelo ego de ser o primeiro gay a assumir um cargo público mas por ter finalmente a voz para representar não só os gays, mas muitos excluídos.
P.S: Dedico a todos que têm trocado textos e compartilhado comentários comigo. Muito obrigada. Cada vez que isso acontece é o privilégio que vocês me dão de concretizar o objetivo desse blog.
A fala mais cativante e que representa esse pensamento no filme é :"Se um de vocês sair do armário, se uma pessoa se identificar com vocês, então seremos muitos em breve."
Essa é a importância de seguirmos em uma direção mais lúcida não apenas por nós, mas porque isso vai beneficiar muitos e até gerações seguintes. Podemos ter esse pensamento cada vez que subestimamos a força da atitude consciente.
Isso vai de encontro com a frase de Mandela, permita-se ser livre do medo, não fazendo o que quer apenas, mas livre para ser o que se é. Ou como Sartre colocava, que a liberdade é "legítima" quando a serviço da liberdade do outro.
Cada vez que damos um passo rumo a liberdade individual genuína, reconhecemos que o outro tem esse mesmo direito. Desse reconhecimento vem algo inclusivo que permite que todos exerçamos, um a um, sua liberdade individual.
Então qualquer assunto que trate de exclusão, me entristece. Esses acontecimentos me fazem pensar sobre a tolerância e as razões da intolerância num nível particular e coletivo (se é que há uma linha entre eles). Talvez seja mesmo muito duro olhar para o que julgamos "tão diferente" pelo mesmo motivo que é duro olhar para nossas próprias negatividades ou repressões. Não apenas pela diferença, mas pelo "desconhecido" que tememos. Se há algo, de início, elevado é começarmos a sair dos nossos "resorts" particulares e conhecermos mais o outro e o mundo.
Toda grande mudança exige posicionamento. Esse é um preço pago quando nos expomos e nos colocamos claramente, não temos controle como isso pode chegar ao outro. No caso de Milk, pra mim fica claro o quanto a autenticidade da luta de Harvey confrontava violentamente a falta de substância do discurso de Dan e talvez seus desejos reprimidos. Harvey Milk talvez fosse tudo o que Dan gostaria de ser "fora do armário" e isso tenha sido muito indigesto de conviver, sendo a única saída pra essa angústia uma atitude extrema.
Portanto a maioria das vezes o impacto da atitude de alguém que se posiciona não se refere especificamente a forma do discurso. Mas a medida de quem ouve, na proporção de sua própria consciência. Quanto maior a ignorância, maior o tamanho da explosão.
Esse filme me tocou por isso: Harvey Milk não lutou em causa própria, e sim por todos. Não pelo ego de ser o primeiro gay a assumir um cargo público mas por ter finalmente a voz para representar não só os gays, mas muitos excluídos.
P.S: Dedico a todos que têm trocado textos e compartilhado comentários comigo. Muito obrigada. Cada vez que isso acontece é o privilégio que vocês me dão de concretizar o objetivo desse blog.

1 comentários:
Maravilha, Alê! Comentário tocante, cheio de redes... amei!
Amei o filme também. Incrível que tudo seja tão recente, pôxa, 1970 foi ontem!
O filme move, sempre queremos sair do armário ;-)
beijoca
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